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Prefeitura Municipal de Tibagi

Halloween e as lendas tibagianas

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Halloween e as lendas tibagianas


Nesta quinta-feira, dia 31 de outubro, comemora-se o dia de Halloween. Comemoração que chegou ao Brasil através da grande influência da cultura americana, principalmente pela televisão. Os cursos de língua inglesa também colaboraram para a propagação da festa em território nacional. Este tema inspirou a Coluna de fatos históricos, Aconteceu!, a narrar parte do folclore brasileiro com destaque às lendas tibagianas como a lenda do escafandro, da Ingrata, o temido Lobisomem do Guartelá, entre outras.

“Também nesta data comemora-se o dia do Saci, data criada pelo governo em 2005”, acrescenta Nery Aparecido Assunção, diretor do Museu Histórico Desembargador Edmundo Mercer Junior. “Muitos brasileiros defendem que a data nada tem a ver com nossa cultura e, portanto, deveria ser deixada de lado, pois argumentam que o Brasil tem um rico folclore que deveria ser mais valorizado”, pontua. “Em Tibagi várias lendas e histórias são repassadas de geração em geração, o que mantém rica nossa cultura”, assinala.



Lenda do escafandro

Um grupo de garimpeiros estava na lavagem de cascalho no Rio Tibagi onde encontravam inúmeros diamantes. No cair da noite, para o descanso dos garimpeiros, colocavam suas máquinas de escafandro no gramado na beira do rio, enquanto se preparavam para dormir e sonhar com a riqueza inesperada.





“A lenda descreve que um dos garimpeiros perdeu o sono e começou a caminhar próximo as barrancas do rio. Avistou em meio às máquinas o movimento de um escafandro que se levantou em meio às outras máquinas e imaginou que fosse um dos colegas. Mas quando olhou o escafandro a flutuar e no capacete um clarão, o garimpeiro ficou todo arrepiado e gritou assustado: ‘É um fantasma!’. E assim se escondeu atrás de uma árvore e ficou observando até a visagem do escafandro desaparecer nas profundezas do rio”, detalha.

A partir daquele dia nunca mais acharam diamante no local. “Os mistérios da noite naquele garimpo ficou por alguns anos entre os garimpeiros”, relata Assunção.



Lenda da Ingrata

Outra lenda bastante conhecida entre os tibagianos trata-se da Lenda da Ingrata. Um casal de namorados se encontrava toda tarde no arroio, próximo ao Rio Tibagi. Marcado o casório o noivo todo empolgado resolveu fazer uma visita até a casa da futura esposa, mas uma notícia nada agradável ele recebeu.





“A noiva não estava na casa e a família contara que ela foi ao seu encontro na proximidade daquele arroio. Ele imediatamente foi até o local, mas somente encontrou uma carta no mesmo banco onde eles sentavam para passar a tarde namorando”, descreve o diretor. “Na carta afirmava que havia resolvido acabar com o casório e que estava de partida, e nunca mais encontrou sua noiva. Ele exclamou que recebia essa notícia da mulher que foi ‘ingrata’ ao desaparecer do nada”, acentua.

Conta a lenda que em noite de lua cheia o cavaleiro percorre as ruas de Tibagi aos gritos e com estalos de chicote. “Ouve-se barulho de uma carrocinha sem cavalo a cortar a noite a procura de sua noiva ingrata - que não consegue encontrá-la. A lenda diz também para não tentar segui-lo ou mexer com o cavaleiro, tem de deixar que desapareça em meio à serração”, relata Assunção.



Besouro

A história já rendeu até um documentário. Contam os mais antigos que existia um senhor que morava na região do Guartelá e que tinha uns comportamentos estranhos. Algumas pessoas o identificavam como um bruxo, muitos tinham medo dele. “Certa vez este homem foi chamado para ir até uma fazenda para fazer benzimento. O fato é que até a fazenda chegou somente o cavalo do benzedor. Os funcionários saíram em busca dele e encontraram morto na estrada. Ele falava que quando morresse iriam acontecer coisas estranhas e por isso a comunidade ficou bastante amedrontada”, conta o historiador e advogado, Alberto Jorge Bittencourt.





Naquela época o caixão era feito apenas após a morte da pessoa, então até que ficasse pronto, o homem era velado sobre uma mesa, coberto por um lençol. “Mas, em certo momento do velório, os familiares começaram a perceber que a mão do defunto estava se mexendo e como havia este receio sobre o que aconteceria quando o homem morresse, muitas pessoas com medo deixaram o velório correndo e assustadas”, relata.

“Outro homem, no entanto, resolveu puxar o lençol para ver se o ‘defunto’ estava respirando e ao puxar o lençol viu um grande besouro entre as mãos do curandeiro e que havia começado a se mexer”, detalha Bittencourt. Após o susto seguiu o velório, mas com receio ate o final.



Lobisomem do Guartelá

Outra lenda conhecida e que foi até tema de reportagens especiais na TV tem origem no Guartelá. Histórias contadas por mulheres que asseguram terem visto, de pertinho, o famoso Lobisomem. Dona Júlia Aleixo é a ‘contadeira’ oficial desse causo e não se cansa de repetir.





“Era um casal de namorados, casaram e daí todo dia ele ia passear na casa do compadre e ela começou a desconfiar. Ela foi atrás dele para ver se era verdade. Ela olhou para trás vinha um bicho muito feio. Ela correu e subiu num pé de ovaieira. Naquele tempo tinha a saia de baeta. Ele pegou na barra da saia dela e tirou um pedaço no dente. No outro dia, clareou, ela desceu do pé de ovaieira, foi para casa e ele já estava lá. Foram tomar café, ele deu um sorriso pra ela. Ela disse 'ah, eu pensei que casei com um homem e casei com um lobisomem. Não te quero nunca mais'. E daí se apartaram, e acabou-se a história. Mas que tem lobisomem, tem”, resume a anfitriã da localidade, realçando que um pedaço do tecido da saia da moça estava entre os dentes do marido homem lobo.



Passarinho-saci?

Um certo senhor, guardião do pátio da Prefeitura, na época, escutou o cantar de um pássaro. Acreditando que seria o canto do ‘passarinho-saci’ resolveu imitar assoviando o mesmo som. Mas a cada imitação do pássaro, entre seus assovios, cada vez mais ele se aproximava. Achando o guarda uma coincidência continuou a imitar o cântico e a aproximação era maior, e já com certo arrepio de ouvir o canto mais próximo resolveu parar de imitar. Na manhã seguinte ouvindo os relatos de algumas pessoas sobre o passarinho-saci o guardião assustado limitou-se a responder de que nada sabia.







Texto: Assessoria de Comunicação
Pesquisa: Nery Aparecido de Assunção
Fonte: Alberto Jorge Bittencourt / Jornal Pagina Um / http://www.suapesquisa.com/datascomemorativas

Imagens: Christian Camargo / Emanoelle Wisnievski / Douglas Fernando

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