Atrativos Religiosos

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Igreja Matriz Nossa Senhora dos Remédios

Um dos ícones da cultura tibagiana é a devoção à Nossa Senhora dos Remédios que fica evidenciada num dos prédios históricos mais belos da cidade. A Igreja Matriz, localizada na praça central de Tibagi, completou 70 anos, sendo inaugurada no dia 20 de junho de 1943, e compõe o enredo da coluna de fatos e curiosidades, Aconteceu!.

A Paróquia Nossa Senhora dos Remédios foi criada em 6 de março de 1846 e teve o Padre Frei Gaudêncio como idealizador da segunda fase da Igreja Matriz no ano de 1851. Em 1934 teve início a terceira e atual fase da construção da igreja. Para sua conclusão e inauguração levaram-se nove anos. No ano de 1934 chegava em Tibagi a Congregação do Santíssimo Redentor dos Padres Redentoristas tendo a frente o Pároco Padre Francisco Dotzler. Por sua determinação é iniciada a construção da atual Igreja Matriz.

“De acordo com fotos do Museu, a Igreja foi construída aproveitando as paredes laterais da antiga e erguendo duas torres na frente da igreja”, explica Nery Assunção, diretor do Museu Desembargador Edmundo Mercer Junior. “No museu estão disponíveis vários registros fotográficos e escritos históricos que narram essa passagem da nossa história”, relata.

Inauguração

No dia 20 de junho de 1943 durante festa solene à Nossa Senhora do Perpétuo Socorro foi inaugurada a nova Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Remédios. Para celebrar a data uma programação especial foi preparada e iniciou com uma missa às 6h30 e outra às 7h30 com comunhão geral de todos os fiéis. Às 11 horas os sacerdotes se reuniram na Casa Paroquial para iniciar uma procissão até a Igreja Matriz com a participação das associações religiosas, autoridades civis e demais fieis.

Chegando à Igreja o vigário Padre Arthur Linch abençoou as novas instalações, cortando a fita de inauguração na porta e em seguida começou a missa solene. “Os festeiros se colocaram no lugar de honra à frente com igreja lotada e o sermão do padre foi sobre a nova igreja matriz”, conta o diretor. As barraquinhas festivas foram montadas em frente da Igreja Matriz com jogos e diversão para comunidade, além do tradicional leilão de prendas. O encerramento foi realizado com queima de fogos e bênção solene após uma grande queima de fogos em louvou ao novo templo de Nossa Senhora dos Remédios.

Festeiros

Os responsáveis pela festa foram Cacildo Baptista Arpelau, de Monte Alegre, o advogado Dr. Laurentino B. Mercer, o promotor Dr. Aristeu Santos Ribas, o comerciante Afonso Larocca, da empresa Força e Luz estava Ernesto Kugler, o comerciante da comunidade de Lavras Evêncio Ferreira, o fazedeiro Godofredo Barbosa Ribas e o juiz da Comarca Dr. José Pacheco Junior.

Praça Leopoldo Mercer - centro

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Santa Pastorina

Uma imagem de louça com cinco centímetros atrai milhares de fiéis de várias partes do Brasil a uma pequena capela no interior de Tibagi. A ‘Santinha’ recebe duas denominações sendo conhecida como Santa Pastorina ou Castorina e sua história está ligada à tradição de fé do povo tibagiano. Além de se tornar uma festa oficial no calendário de eventos da cidade, o dia da Santinha, que embora não reconhecida pelo Vaticano, é momento de peregrinação para devotos que a ela atribuem milagres. O dia 26 de julho é quando se celebra Sant’Ana, padroeira de Ponta Grossa e Castro – cidade de onde teria sido trazida a imagem da Santinha no início do século passado e que também justifica o nome de Castorina. Três versões populares dão conta da história da origem da santa. A primeira está descrita em documento da Câmara Municipal de Vereadores que permanece sobre o altar da capela onde Santa Castorina é cultuada. “Em dia e mês não especificados do ano de 1900, Maria Rubina Ferreira veio do Socavão, município de Castro, para Campina Alta”, indica a placa. Era Maria Rubina que, todos os anos no mês de junho, promovia em sua casa uma reza em louvor à santa atraindo moradores vizinhos. “As notícias alcançadas pelos adeptos vizinhos transpôs os limites do município e, nos dias de hoje, as festas em seu louvor são assistidas por verdadeira multidão de fiéis em busca de seus milagres”, aponta o texto.

Segundo a pesquisadora Silmara Terezinha Pedroso, outra versão dá conta de que a pequena imagem pertencia a uma família castrense que desapareceu. “Depois de algum tempo essa imagem foi encontrada por outra família, num pequeno riacho, em Campina Alta”, relata. A última hipótese para o surgimento da imagem está ligada à passagem do Monge João Maria por Tibagi. “O monge circundava a região de Castro e Tibagi. Assim, com suas andanças, ele poderia tê-la trazido de Castro para Campina Alta, onde ela permanece até o dias atuais”, reflete a historiadora, unindo as segunda e terceira versões. “A origem da devoção ou surgimento da imagem é uma questão que continuará sem resposta, entretanto cabe considerar os movimentos peregrinos em sua devoção e a importância que tomou na sociedade tibagiana”, pontua Silmara. “Santa Castorina pode ser considerada uma figura lendária e eleita como Santa, inicialmente num culto doméstico particular e depois pelo devocionário”, enfatiza.

Imagem de louça

A imagem da santa, com apenas 5 cm de altura, que lhe rendeu o apelido carinhoso de santinha, é uma das menores registradas pela Igreja Católica. Para os fiéis, o tamanho da imagem não altera o seu poder. “Tive muitas graças atendidas pela Santa Pastorina. No meu coração ela é imensa”, desabafa a dona de casa Eroni Antunes que todos os anos sai de Telêmaco Borba para participar da festa em Tibagi. A pequena imagem de louça mostra uma mulher de pele clara, vestida com capa e capuz rosa, segurando na mão direita uma espécie de cesta, e não apresenta característica sacra. A estatueta que está na capela é a mesma que teria sido encontrada em 1900 por Maria Rubina, em Castro, exposta no centro do altar por onde centenas de pessoas passam para beijá-la ou depositar ali algum objeto como forma de agradecimento pelas bênçãos recebidas. A história da Santa Pastorina começou quando Maria Rubina Ferreira mudou-se da localidade de Socavão, em Castro, para Campina Alta, em Tibagi. Recém-chegada, ela trazia uma minúscula imagem de louça, com cerca de 5cm de altura, dizendo tê-la encontrado em um arroio da região. Alguns acreditam que a imagem foi encontrada em Tibagi, outros em Castro, de onde surgiu seu nome, Castorina, também conhecida como Santa Pastorina. Em pouco tempo, Maria Rubina começou a organizar em sua casa rezas em torno da “santa” e acabou iniciando uma tradição que passou a ocorrer sempre em julho de cada ano. Apesar de não ser reconhecida pela Igreja, a Santa atrai multidões de fiéis, sempre em busca de seus milagres. Alguns reconhecidos e homenageados com o nome da Santa. Exemplo disso, são as Castorinas e Pastorinas, que vivem até hoje em Tibagi. A primeira capela de madeira deu lugar à de alvenaria, construída na década de 90, e que atualmente é um verdadeiro centro de peregrinação. A festa de Santa Pastorina, realizada no dia 26 de julho, mesmo dia da festa de Sant’Ana, padroeira de Castro e de Ponta Grossa, entrou definitivamente para o calendário de festas religiosas da região.

A festa

O local de devoção, nos três dias de festa, se transforma num centro de peregrinação. A programação que inicia no dia 24 inclui a tradicional churrascada, praça de alimentação, leilão, shows e a santa missa realizada em frente à capela. Haverá parque infantil com brinquedos infláveis todos os dias. A Prefeitura estará disponibilizando transporte gratuito no dia da festa.

Localidade de Campina Alta

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Bom Jesus da Cana Verde

O titulo de senhor da cana verde é devido á passagem do evangelho que diz que os soldados coroaram Jesus e colocaram uma cana ou vara em sua mão para zombar dele. Para lembrar os sofrimentos do salvador, as imagens que mostram Jesus carregando uma cana com a coroa na cabeça, recebem por essa devoção o título de: Senhor da Cana Verde, Senhor Ecce Homo, Senhor Bom Jesus da Pedra, Senhor Bom Jesus daPedra Fria. Essa devoção é, por vezes, associada ás comunidades agrícolas com a cana de açúcar, que pedem bênçãos para suas colheitas.

Localidade de Santo Amaro

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Olho D’agua São João de Maria

Um tradicional evento da cultura tibagiana, a Peregrinação de São João Maria marca mais uma edição na sexta-feira, reunindo tibagianos e visitantes em um evento tradicional da fé em toda a região. A romaria que acontece nas sextas-feiras santas desde 1960 tem trajeto de 12,4km, e sai às 04:00 da madrugada do Centro de Informações Turísticas com destino ao Olho d’água de São João Maria, no bairro do Guartelá.

Desde 2015, o evento passou a ser organizado pela Prefeitura de Tibagi, através da Secretaria de Turismo(Setur), oferecendo maior segurança e conforto aos participantes.

Os romeiros ou peregrinos caminham em meditação ou oração e muitos deles garantem que São João Maria era muito poderoso. Há também quem afirme que hoje ele ainda é vivo e vaga pelas estradas com mais de 150 anos.

A organização oferece o suporte necessário para a caminhada de 12,4 quilômetros, partindo do Centro de Informações Turísticas com destino ao olho d’água que leva o nome de São João de Maria. A participação tem como ingresso 1 quilo de alimento não perecível, e embora o grau de dificuldade seja moderado, haverá alternativa de participar em trechos menores. O credenciamento é obrigatório para que os peregrinos recebam o transporte de volta, além de identificá-los durante o trajeto, e sera realizado pelo telefone 42-3916-2150 (Centro de Informações Turísticas) ou através do 0800 643 1388. Para usufruir dos serviços, é necessário o credenciamento antecipado. A expectativa dessa edição é de superar o público já registrado em edições anteriores.

Serviço:

Peregrinação de São João Maria
Toda sexta feira santa ( antecede a Páscoa)
Centro de Informações Turísticas, R. Herbert Mercer, 300.
Inscrição: 1 kg de alimento não perecível.

Credenciamento pelo telefone 42-3916-2150 ou 0800431388 e email setur@tibagi.pr.gov.br
PR 340 próximo ao Parque Estadual do Guartelá