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Prefeitura Municipal de Tibagi

Ruas Herbert Mercer e Almeida Taques tem história para contar

 Ruas Herbert Mercer e Almeida Taques tem história para contar
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Ruas Herbert Mercer e Almeida Taques tem história para contar



No último mês, as ruas Herbert Mercer e Almeida Taques passaram a ser de trânsito em mão única. Motivados pelas modificações nas ruas centrais, o Museu Histórico Desembargador Edmundo Mercer Júnior, em parceria com a Assessoria de Comunicação, foi atrás do histórico destas ruas, pesquisando sobre sua origem e a importância daqueles que deram seu nome às ruas na história de Tibagi.





A Rua Herbert recebeu a primeira denominação de Rua das Tropas, pois era o ponto de entrada e saída dos tropeiros e viajantes que passavam por Tibagi. Já a Rua Almeida Taques teve sua primeira denominação como Rua Coronel Espírito Santo. A Câmara de Vereadores votou em 4 de julho de 1930 a Lei nº 7, aprovando a planta cadastral da cidade e denominado seus logradouros públicos e ruas do quadro urbano.





Em épocas passadas, essas ruas já foram o centro de atenção do povo tibagiano. O movimento comercial funcionava como ligação dos tibagianos que moravam na parte de cima da cidade e vice versa: o comércio no ponto central era o espaço comum entre os moradores.




A historiadora e escritora Nylzamira Cunha descreve em seu livro: ‘Descendo a Praça a rua Almeida Taques, na primeira esquina havia duas casas de alvenaria: uma muito solida do Sr João Orive, cujo pomar intocável ia até a rua Ernesto Kugler e era cobiçado por toda a gurizada, pois tinha uma enorme variedade de frutas que não se encontrava em lugar nenhum da cidade. Defronte a casa do João Orives a casa comercial do Sr. Angelino Batista carneiro, com armazém, lojas de tecidos, armarinhos em geral e bebidas. Descendo um quarteirão a casa em alvenaria do Sr. Rogaciano Pereira, líder baiano radicado em Tibagi (casa hoje pertence a Margarida Mercer’.





Havia ainda a Casa de Comércio do Senhor José Maria Nocêra , primeiro prédio de dois andares de Tibagi, que foi construído em 1926 e depois passou a funcionar como Hotel e Restaurante Mattos. Neste imóvel, até hoje funciona a Loja Mattos. Nesta rua também funcionava o Posto São Cristovão, de propriedade do senhor Arival Gomes, que abastecia todos os caminhões da safra de café que passavam por Tibagi, e havia próximo também a oficina do senhor Francisco Alves dos Santos (Quiquito).





Na época, apenas quatro quarteirões ligavam a Rua Herbert Mercer até o Campo de Aviação (hoje Praça 18 de Março). Na esquina com a Rua Ana Beje funcionava o posto dos Correios, então conduzido pela agente postal dona Clarice Amaral Martins, onde também funcionava o telégrafo em código Morse realizado pelo senhor Pedro Camargo. Na região havia ainda algumas residências do Nhô Saladino.





Durante varias décadas essas ruas sofreram modificações, recebendo primeiro o calçamento e posteriormente com o asfalto de Tibagi a Castro, a pavimentação da Rua Almeida Taques e o asfaltamento da Herbert Mercer, que hoje palco dos desfiles carnavalescos e cívicos.






Pesquisa: Nery Aparecido Assunção
Acervo Museu Histórico/Celio Zapzalka
Texto: Nery Aparecido Assunção e Assessoria de Comunicação

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