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Prefeitura Municipal de Tibagi

Quem desceu a Rua Sete?

 Quem desceu a Rua Sete?
ACONTECEU!
Quem desceu a Rua Sete?



Na véspera da comemoração dos 191 anos de Independência do Brasil, no dia 7 de setembro, a coluna de fatos históricos ‘Aconteceu!’ recorda uma expressão popular entre os tibagianos que ficou muito conhecida e temida. ‘Quem desceu a rua sete?’, era a pergunta dos moradores e curiosos para saber qual defunto era transladado pela rua 7 de setembro que tradicionalmente percorria para chegar até o cemitério.



Para entender todos os passos desta história é preciso voltar no tempo até o ano de 1905. Em 4 de janeiro a Câmara Municipal de Tibagi aprovou uma lei denominando as ruas e logradouros públicos da cidade. O primeiro nome foi Rua do Comércio, no trecho que originalmente ligava o centro da praça até o Cemitério Municipal.



Naquele tempo, o movimento de Tibagi era grande no centro comercial, onde existia a Pensão e Padaria de Dona Josefá Castro Ribas, ‘Nhá Jefa’ que foi a primeira padaria de Tibagi, situada onde atualmente é a residência do ‘Zinho Mecânico’. Lembram as pessoas, que Nhá Jefa produzia o pão “petropê”, atual pão sovado. Também na região, destaca-se o Hotel, Bar Ouro Verde de propriedade de Terézio Teixeira e a Casa de Comercio ‘Botequim’ de Guilherme Assunção.



No ano de 1926, o comerciante José Maria Nocêra construiu o primeiro prédio em alvenaria de dois pavimentos, conhecido pelos tibagianos como ‘Casa dos Pobres’, onde foi instalado no térreo a área comercial e no superior a residência. Mais tarde passou para Hotel e Comércio de José Mattos e atualmente Loja Mattos.



Rua 7 de setembro

A Câmara Municipal de Tibagi votou em data de 4 de julho de 1930, nova lei aprovando a Planta Cadastral da cidade de Tibagi, alterando a Rua do Comércio para Rua 7 de setembro. “Nesta rua, os pontos mais procurados pelos tibagianos eram a central de telefone da Terezinha Vianna, (que inclusive será tema de outra edição desta coluna), o comércio de Sofia Noviski que vendia flores em época de finados, o salão cabeleireiro Bittecourt e a sorveteria de Ary Fonseca”, indica o pesquisador.



Nery lembra também dos alunos que percorriam a rua para os atos cívicos. “Subiam da Escola Rural para os desfiles de Independência. Lembrança triste de que ao bater o sino da igreja, era o sinal da morte de algum cidadão tibagiano. E antigamente o corpo era benzido na igreja Matriz e depois seguia o velório descendo a rua sete até o cemitério Municipal”, recorda, “E logo vinha a curiosidade dos cidadãos para saber quem desceu a rua sete?”, descreve Assunção.



Em 1980, a Câmara Municipal votou a Lei nº 907 de 24 de março que alterou mais uma vez o nome da rua passando de 7 de Setembro para Rua Manoel Bento dos Santos.



Manoel Bento dos Santos

Nascido na cidade de Castro em 20 de julho de 1899, Manoel era filho de Maria Tiburcia Alves e Higino Pedroso dos Santos. Era autodidata e tinha estilo de redação própria como também letra bonita e perfeitamente legível, atributos que contribuíram para seu êxito. Com 20 anos casou-se com Diva Dias de Siqueira em 27 de setembro de 1919.



Destacou-se na área comercial onde construiu armazém, casa de tecidos, armarinhos e ferragens na localidade de Campina Alta, interior do município, e ali nasceram seus primeiros quatro filhos. Porém em 1933 mudou-se para a sede de Tibagi, buscando um centro maior para seus negócios.

Manoel Bento manifestou desde jovem inclinação para a política, sendo eleito vereador em 1918 e também secretário da Câmara Municipal. Foi eleito novamente vereador conquistando outros três mandatos. No período em que estava como presidente da Câmara chegou a assumir o cargo de Prefeito Municipal de 30 de novembro de 1955 até 30 de novembro de 1957.



Como gostava muito de música, na década de 40 ajudou a equipar a recém reativada Banda Municipal de Tibagi comprando do seu bolso a maioria dos instrumentos para os músicos. Entre outros feitos, contribuiu para a ampliação do cemitério municipal, jardinagem e iluminação da Praça 15 de Novembro (atual Praça Leopoldo Mercer), ponte sobre o Rio Fortaleza, que liga a comunidade de Santo Amaro à Tibagi.

Também apreciava festas e sempre cooperava na semana dos festejos comemorativos à padroeira de Tibagi, Nossa Senhora dos Remédios. Dona Diva faleceu em 23 de outubro de 1978 e Manoel Bento dos Santos faleceu em 1º de março de 1980. Desse casamento de 59 anos tiveram os filhos Olívio, Leonisia, Lenita, Maria Elita, Elzita, Bento, Célia, Júlio César.

Texto: Assessoria de Comunicação
Pesquisa: Nery Aparecido de Assunção
Fonte: Teu Nome é História – Nylzamira Cunha Bejes e Museu Histórico
Arquivo: Museu Histórico

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