Notícias: Imagem do Senhor Morto, restaurada recentemente, data de 1914

on 16/04/2014 - 16:23 1968 reads ACONTECEU!
Imagem do Senhor Morto, restaurada recentemente, data de 1914.




Um dos ícones da cultura tibagiana é a devoção à Nossa Senhora dos Remédios, que fica evidenciada num dos prédios históricos mais belos da cidade. A Igreja Matriz, localizada na praça central de Tibagi, completou 70 anos em 2013. Muito antes disso, foi esculpida a imagem em madeira do Senhor Morto, que foi recentemente restaurada. O Museu Histórico Desembargador Edmundo Mercer Junior juntamente com a Assessoria de Comunicação da Prefeitura, através da coluna de fatos históricos, Aconteceu!, traz parte desta história.





O altar-mor da Igreja Nossa Senhora dos Remédios de Tibagi foi declarado privilegiado pelo reverendo Bispo Diocesano de Curitiba, Dom João Braga, em data de 15 de abril de 1914.
O altar foi doado pela família de Francisco Pitela. Em 1914, o Padre Alexandre Grigoli esculpiu em madeira uma imagem do Senhor Morto, obra que ficou inacabada. Mais tarde, chegando em Tibagi e encontrando a imagem, o padre Henrique Adami fez um pedido aos cidadãos tibagianos para que ajudassem no acabamento da mesma. Desta forma, percorreu uma lista para arrecadar o ajutório, sendo levantada a quantia necessária para que o trabalho fosse concluído. Assim, o padre levou a imagem para São Paulo, onde foi feito o acabamento.





Sua chegada a Tibagi aconteceu em solenidade de Sexta Feira Santa, no ano de 1923, com a imagem do Senhor Morto sendo benzida publicamente. Em seguida, foi colocada em um bonito esquife ou urna de madeira, feita pelo Senhor João Lutz, industrial em Tibagi, e foi levada à noite em procissão pela cidade. Nas procissões e mais tarde no decorrer das encenações da Paixão de Cristo, era exibido o véu com a face de Jesus Cristo. Uma das primeiras telas com a face de Cristo foi desenhada por Maria José Siqueira “Bugra” e pintada pela Lenita Santos.





Também faziam parte da cerimônia as senhoras: Conceição Petrolina Nocêra, Ismênia Navarro, Olga Taques, Raquel Romão, Maria Tereza Ribeiro (Lena), Elzinda de Jesus Dias de Siqueira, Regina Célia Siqueira Martins, entre outras, conhecidas como as Verônicas, uma homenagem a Santa Verônica, que limpou o rosto de Jesus durante a Via Crucis.




Paróquia Nossa Senhora dos Remédios

Foi criada em 6 de março de 1846 e teve o Padre Frei Gaudêncio como idealizador da segunda fase da Igreja Matriz no ano de 1851. Em 1934 teve início a terceira e atual fase da construção da igreja. Para sua conclusão e inauguração levaram-se nove anos. No ano de 1934 chegava em Tibagi a Congregação do Santíssimo Redentor dos Padres Redentoristas tendo a frente o Pároco Padre Francisco Dotzler. Por sua determinação é iniciada a construção da atual Igreja Matriz.




No dia 20 de junho de 1943 durante festa solene à Nossa Senhora do Perpétuo Socorro foi inaugurada a nova Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Remédios. Para celebrar a data uma programação especial foi preparada e iniciou com uma missa às 6h30 e outra às 7h30 com comunhão geral de todos os fiéis. Às 11 horas os sacerdotes se reuniram na Casa Paroquial para iniciar uma procissão até a Igreja Matriz com a participação das associações religiosas, autoridades civis e demais fieis.




Aconteceu!

Para valorizar o acervo do Museu e divulgar os acontecimentos que fizeram história em Tibagi, toda semana o diretor Neri Assunção, em parceria com a Assessoria de Comunicação da Prefeitura, desenvolve textos que relatam fatos marcantes na coluna Aconteceu!, no site (www.tibagi.pr.gov.br).

O Museu Histórico oferece trabalhos desenvolvidos em pesquisas e exposições temporárias. Permanece aberto de terça à sexta-feira das 8 horas às 11h30 e das 13 horas às 17h30. Sábados e domingos, a visitação pode ser feita das 9 horas às 11h30 e das 13h30 às 17 horas. Para agendamento, o telefone é (42) 3916-2189. A entrada é franca.


Texto: Assessoria de Comunicação
Pesquisa: Nery Aparecido de Assunção
Fonte: Historia de Tibagi – Luiz Leopoldo Mercer / Edmundo Alberto Mercer
Acervo: Museu Histórico/Christian Camargo