Notícias: Dia dos músicos homenageia talentos da cidade

on 22/11/2013 - 14:41 1860 reads ACONTECEU!
Dia dos músicos homenageia talentos da cidade


No dia 22 de novembro é comemorado o Dia do Músico, em referência à celebração da padroeira da música, Santa Cecília. Em Tibagi, a data é lembrada pelos grandes talentos da musicalidade, seja por integrantes da tradicional Banda Musical de Tibagi ou por músicos de vários gêneros e ritmos. A coluna de fatos históricos desta semana, Aconteceu!, homenageia dois destes talentos, José da Cruz Machado que foi o precursor da centenária Banda de Tibagi e Osmar Dias de Siqueira, músicos reconhecido por tibagianos e turistas que se encantavam com sua desenvoltura nas rodas de samba ou encontros musicais.





José da Cruz Machado foi o primeiro maestro da Banda em 31 de dezembro de 1899 quando se apresentou pela primeira vez na festa da padroeira. Naquele tempo, aproximadamente 14 integrantes compunham o conjunto. Machado reuniu alguns músicos de Tibagi e de Castro, sempre dando continuidade em ensinar novos alunos que por várias décadas continuaram na função de músicos.





“Inclusive ele contribuiu com a escolha do primeiro nome sendo Banda Lyra Tibagyana”, descreve Nery Aparecido de Assunção, diretor do Museu Histórico Desembargador Edmundo Mercer Junior. “Conta a história que ele ensinou música para o então prefeito da época, Coronel Telêmaco Borba, embora ele não chegasse fazer parte da banda”, acrescenta.

José da Cruz Machado nasceu em Tibagi em 14 de agosto de 1857 sendo filho de Maria Francisca Alves de Castro e Antônio da Cruz Machado (Boticário). Foi batizado no dia 18 de outubro de 1857 por Frei Gaudêncio de Gênova. Seu pai ensinou as primeiras noções de leitura e depois continuaram os estudos em Ponta Grossa com Dr. Colares, e posteriormente no Seminário, mas não chegou a se ordenar e decidiu voltar para Tibagi.





No município, casou-se com Júlia Alves de Castro Machado no dia 2 de outubro de 1885, e foi na região das Lavras, interior do município, para trabalhar como agricultor no cultivo de feijão, milho, mandioca e inclusive erva-mate para consumo e venda.

Foi professor durante 43 anos, pois tinha excelente formação intelectual, inclusive falando e escrevendo em cinco idiomas: francês, inglês, alemão, italiano e espanhol, alem do português. Também foi Coletor Estadual de Rendas e em 2 de maio de 1891 foi nomeado aferidor da Intendência. Na comemoração do primeiro aniversário da Proclamação da República compareceu à festa cívica promovida pela Intendência Municipal conforme consta em ata da época.

Faleceu em Tibagi aos 84 anos, no dia 26 de novembro de 1940. Do casamento com Júlia Alves tiveram os filhos Flora, Aurora, Maria Augusta e José da Cruz Machado Junior, este também se destacando como músico clarinetista e Maestro da Banda por vários anos.



Osmar Dias de Siqueira

Nascido em Tibagi no dia 22 de junho de 1916 é filho de Inália Novais Taques e Alcebíades Dias de Siqueira. A inspiração da música se deu pelo fato de sua mãe ser a primeira organista da Igreja Matriz, além de seu pai ter participado da Banda de Música tocando bumbo.





Osmar estudou no Grupo Escolar Telêmaco Borba. Casou em 25 de novembro de 1962, com Zilda Trindade onde tiveram os filhos José Dias de Siqueira e Osmar de Jesus Junior.

“Foi maestro da banda e tinha habilidade com os instrumentos clarinete, trombone, violão, mas o que mais gostava era saxofone”, reitera Assunção. “Ele reunia os músicos para ensaiar na casa de sua tia dona Maria José Taques, conhecida como Nhá Zé”, descreve o pesquisador.





Osmar fundou com alguns músicos a Banda e Orquestra Jazz Band Guarany, que animava os bailes em eventos político-sociais da cidade. “Lembranças de tibagianos que viveram ou tocaram ao lado do Osmar, pois ele executava com facilidade em seu instrumento choros, sambas e valsas da época”, recorda Nery.

Ele também foi escrivão da Polícia Civil primeiramente em Telêmaco Borba, depois passou em 2º lugar numa turma de 240 alunos e foi nomeado para Tibagi. Faleceu em com 65 anos no dia 4 de maio de 1982.




Texto: Assessoria de Comunicação
Pesquisa: Nery Aparecido Assunção
Fonte: Livro Teu Nome é História – Nylzamira Cunha Bejes
Acervo: Museu Histórico