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Prefeitura Municipal de Tibagi

Histórias de Machadinho e José Félix retratam o início da colonização da região

 Histórias de Machadinho e José Félix retratam o início da colonização da região
ACONTECEU!
Histórias de Machadinho e José Félix retratam o início da colonização da região



Os 142 anos de emancipação política de Tibagi, comemorados em março deste ano, contam parte da história da região, que tem seu início muitos anos antes. Na semana que se comemora 220 anos da primeira colonização de Tibagi, para relembrar esta passagem, o Museu Histórico Desembargador Edmundo Mercer Junior juntamente com a Assessoria de Comunicação da Prefeitura, através da coluna de fatos históricos, Aconteceu!, traz o relato da vida de José Félix e Machadinho, os primeiros a povoar a região.






José Félix - A Fazenda Fortaleza sempre foi a porta de entrada para o sertão de Tibagi. Foi fundada pelo Tenente Coronel José Felix da Silva, um dos mais valorosos colonizadores e povoadores do município, que veio em busca de fortuna. Veio pela Serra das Furnas, aproximadamente em 1775, e estabeleceu sua posse onde é hoje a sede da Fazenda Fortaleza. Devido aos constantes ataques dos índios caingangues, mandou construir uma muralha dupla de taipa com seteiras, para protegê-la. Adquiriu escravos e formou uma milícia para defender suas terras.


Na propriedade, desenvolvia atividades de agricultura e pecuária. Casou-se com Onistarda Maria do Rosário, com quem teve uma relação de muita desconfiança e ciúmes. Para tentar livrar-se de José Felix, Onistarda atentou contra sua vida por várias vezes, inclusive encarregando serviçais da função de matar o marido. José Felix era valente e resistiu corajosamente, conseguindo escapar ileso das tentativas de assassinato, mas perdeu, no entanto, todos os dedos das mãos e ficou com outras sequelas. Resolveu, então, prender a esposa em cárcere privado.



Com Onistarda, teve uma filha chamada Ana Luisa, que acreditava não ser sua filha legítima, relata o historiador David Carneiro em seu livro “O Drama da Fazenda Fortaleza”. José Felix fez sua filha casar-se com Manoel José do Canto, peão do Coronel Luciano Carneiro Lobo. Desse casamento nasceu Manoel Inácio do Canto e Silva. Era tanta desconfiança de José Felix após tantas tentativas contra sua vida, que quem fazia sua barba era o neto, Manoel Inácio. Tratava seus escravos com a maior severidade, por isso era detestado pela maioria deles.




Não era possível sair da fazenda sem escolta, por causa dos ataques dos índios. Certa vez, um rapaz aventurou-se a sair sozinho. No dia seguinte a sua cabeça estava espetada na entrada do portão da Fazenda, tendo no lugar dos olhos uma longa flecha. José Félix organizou uma revanche com seu compadre Machadinho, e cercaram os índios num capão de mato, matando quase todos. O local ficou conhecido de Capão da Mortandade.







Segundo relatos do botânico, naturalista Saint Hilaire, viajante que passou pela região, ‘José Felix era um homem de baixa estatura, tinha aproximadamente 60 anos, mutilado, estropiado, usava barbas, olhos vivos e inteligente. Apesar de seu temperamento, era hospitaleiro e católico’. Na Fazenda, havia uma capela em louvor a Nossa Senhora da Paz, maciça, feita de jacarandá. Não se pode afirmar se foi trazida de Minas Gerais ou de Portugal. Por ser muito pesada, após a morte de José Felix, os escravos roubaram e quebraram a imagem, pensando encontrar ouro dentro dela.


José Felix faleceu em 27 de abril de 1822, com aproximadamente 62 anos de idade, na sala da Fazenda, logo após o café da manhã. Sua filha Ana Luisa tirou as chaves do colete do pai e soltou sua mãe, que após 13 anos de cativeiro deu um gritou ao saber: ‘Graças a Deus!’ O corpo foi velado na capela da Fazenda Fortaleza até ser levado para Castro, onde foi enterrado.


Machadinho - As terras de Tibagi foram povoadas por Antônio Machado Ribeiro, conhecido como Machadinho, tomando posse em 28 de junho de 1794. Machadinho veio da freguesia de São Paulo acompanhado de sua família, instalando-se nas terras da Fazenda Fortaleza, as quais pertenciam a José Félix da Silva. Antônio Machado Ribeiro tornou-se capitão de mato do Sargento-mor José Félix, combatendo os índios caingangues que habitavam aquela região e que não entregavam a terra senão a custo de muito sangue.







Como recompensa a tanto trabalho e dedicação, José Felix mandou Machadinho tomar posse dos longínquos campos do Iapó-Tibagi. Sem desanimar, Machadinho cruza o Tibagi e, na margem esquerda, algumas centenas de metros para cima da confluência do Iapó, estabelece nova possessão, após batalhar os índios pela terra. Em auto judicial que existe no Cartório de Paz de Castro, firmou para sempre o seu direito, quando o escrivão formalizou a posse, e segundo relatos jogou uns punhados de terra e gritou: ‘Posse, posse, posse!’ Assim fundou-se o grande município de Tibagi.


Aconteceu!

Para valorizar o acervo do Museu e divulgar os acontecimentos que fizeram história em Tibagi, toda semana o diretor Neri Assunção, em parceria com a Assessoria de Comunicação da Prefeitura, desenvolve textos que relatam fatos marcantes na coluna Aconteceu!, no site (www.tibagi.pr.gov.br).

O Museu Histórico oferece trabalhos desenvolvidos em pesquisas e exposições temporárias. Permanece aberto de terça à sexta-feira das 8 horas às 11h30 e das 13 horas às 17h30. Sábados e domingos, a visitação pode ser feita das 9 horas às 11h30 e das 13h30 às 17 horas. Para agendamento, o telefone é (42) 3916-2189. A entrada é franca.



Texto: Assessoria de Comunicação
Pesquisa: Nery Aparecido de Assunção
Fonte: Historia de Tibagi – Luiz Leopoldo Mercer / Edmundo Alberto Mercer/Drama da Fazenda Fortaleza – Davi Carneiro
Acervo: Museu Histórico/Christian Camargo
Resumo: Dr. José Tibagy de Mello/Juliana Alberti Gomes

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