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Prefeitura Municipal de Tibagi

Colégio Leopoldina comemora 20 anos

 Colégio Leopoldina comemora 20 anos
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Colégio Leopoldina comemora 20 anos


Em 2013 o Colégio Estadual Leopoldina Bittencourt Pedroso comemorou 20 anos de atividades junto à comunidade tibagiana. Recordar as dificuldades de início de trabalho como, por exemplo, o fato de a escola não ter sequer uma máquina de datilografia e nos primeiros meses não receber repasses do Governo Estadual faz com que a história do colégio seja ainda mais bonita e valiosa. O Museu Histórico Desembargador Edmundo Mercer Junior juntamente com a Assessoria de Comunicação da prefeitura, através da coluna de fatos históricos, Aconteceu!, homenageia a trajetória desta instituição que é lembrada com carinho por muitos cidadãos que já passaram por lá ou que tem algum ente familiar ligado ao colégio.




A história tem início no dia 28 de janeiro de 1993, quando a Escola Estadual Leopoldina de 1º grau funcionava dentro do Complexo Educacional Dr. Araldo Rolim Costa. Após este período, pelos três anos seguintes passou a funcionar na Escola Telêmaco Borba no período noturno. Em 1996 transferiu-se definitivamente para a nova sede onde está até os dias de hoje. “Na época contava com aproximadamente 180 alunos. Não tinha nem máquina de datilografia e era constante a busca por verbas, pois apenas depois de três meses a escola conseguiu receber recursos do Estado”, indica o pesquisador e diretor do Museu, Nery Aparecido de Assunção.

Neste período, seis funcionários davam conta do atendimento da estrutura. “A primeira diretora foi a professora Rita Maristela Ribeiro, que liderava a escola em companhia de Airton Otto da Silva, Miguel do Prado, Beraniz Niviski, Cleiri Campos e Elenite Ribeiro”, destaca o pesquisador. Rita Marista Ribeiro ajuda a recordar um pouco desta história. “Foi graças ao empenho e participação efetiva dos pais, alunos, professores, funcionários e comunidade que conseguimos uma gestão promissora e de muito sucesso na escola. Foram vários projetos educacionais e decisões que exigiram união desta equipe. É muito bom recordar este trabalho”, assinala.






A expansão foi acontecendo gradualmente, até a escola alcançar a estrutura hoje existente. Em 2001 ganhou duas novas salas de aula e em 2002 um ginásio de esportes. Nesta mesma época, recebeu o nome Colégio Leopoldina Bittencourt Pedroso Ensino Fundamental e Médio. Em 2011 foi realizada uma reforma e pintura da estrutura, e em 2012 teve inicio mais uma ampliação, com a construção de um conjunto de banheiros masculinos e femininos.

Durante seus 20 anos de funcionamento o Colégio teve os seguintes professores na direção: Rita Maristela Ribeiro, Adriana Taques de Mello, Lúcia de Campos, Antonio Carlos Teixeira, Ana Lúcia Queiroz e André Marcos Wrobel. Atualmente sob a direção do professor André e da diretora auxiliar Elisandra de Fátima, tem em seu quadro 36 professores, 23 funcionários e aproximadamente 800 alunos.



HISTÓRIA

Para adquirir equipamentos e estruturar a escola, eram promovidos diversos eventos. “Em 1993 foi realizada ‘A noite do Oscar’, o primeiro evento da escola. Também neste ano aconteceu a primeira edição do JOESCOL – Jogos da Escola Leopoldina, entre os dias 2 a 9 de outubro.





A cada edição havia a escolha da rainha dos jogos, e no segundo ano foi eleita a aluna Cristiane Ribeiro, que hoje é professora de história no Colégio”, relata. O JOESCOL foi ganhando espaço e reconhecimento em âmbito municipal e regional. “A cada ano uma celebridade abrilhantava os jogos, como a nadadora Dailsa Damas, o cantor Sílvio Prandel, o atleta Pedro Paulo Chiamulera, o jogador de basquete Ubiratã Pereira Maciel, o jogador de futebol Marcos Aurélio Galeano, entre outros”, recorda Nery. As apresentações artísticas também faziam parte dos jogos, como grupo de danças, Banda Marcial, Grupo de Xaxados e ginastas.





Outra atração que rapidamente tornou-se parte do calendário da escola e do município foi o Forró da Léo. Com o objetivo de trazer um pouco da cultura do nordeste para Tibagi e arrecadar recursos para a escola, o evento reuniu a música e a culinária da região, liderado pelo professor Antônio e sua esposa Margarida.





Rita pontua algumas atividades que levaram o colégio a ser referência na região. “Tivemos professores bastante comprometidos e que ajudaram nessa difusão de talentos e áreas de desenvolvimento educacional dentro do colégio”. Além do Joescol – Jogos do Colégio Leopoldina, se destacam o Forró da Léo, o Femuleo – Festival de Música, o grupo de percussão Oxalufã, Coral da Léo, além de feiras, oficinas, grupos de talentos, dança e esportes. Foi também referência em grupos de capoeira e de danças gaúchas. Tantos projetos elevaram a instituição e conquistaram espaço dentro do colégio, promovendo a integração com a comunidade local.



Quem foi Leopoldina Bittencourt Pedroso

Leopoldina ou Dinóca, como era chamada, nasceu em Tibagi a 16 de janeiro de 1921, filha de Albertina Mercer Guimarães e Leopoldo de Sá Bittencourt. Passou a infância na Fazenda Ingrata, onde seu pai era capataz. Dentro das mais variadas atividades na área rural, e geralmente com pouca ou nenhuma ajuda, ela foi aos poucos aprendendo, na prática, a lavar, passar, cozinhar, tirar leite e alimentar animais.





Foi alfabetizada pelos seus pais, e mais tarde passou a frequentar o Grupo Escolar Telêmaco Borba, onde fez o curso primário até a 4ª série, concluído em novembro de 1941. Mais tarde, foi nomeada pelo então prefeito Leopoldo Mercer como professora da na escola da comunidade do Barreiro, ela foi trabalhar com alfabetização de alunos. Ali conheceu Aníbal Lopes Pedroso e começou o namoro, casando em 5 de julho de 1943. Desta forma, Leopoldina lecionava numa escola isolada enquanto seu marido, que era lavrador, trabalhava no engenho de açúcar.

Em 1945, Leopoldina e seu marido conseguiram comprar um pequeno sítio próximo ao Rio Santa Rosa. Embora distante seis quilômetros da escola, ela não faltava as aulas mesmo que estivesse chovendo, pois acumulava funções na pequena escola: era sua a tarefa de lecionar aos alunos de todas as idades, em sala multi seriada, limpar a escola e fazer a merenda. Em 1952, Leopoldina conseguiu transferência para a Escola Telêmaco Borba e foi com a família morar em Tibagi, época em que seu marido Aníbal passou a trabalhar como barbeiro e fotógrafo.

Ficaram em Tibagi durante sete anos, e após este período foram viver na então Cidade Nova, atualmente Telêmaco Borba, onde Leopoldina foi lecionar no Grupo Escolar Leopoldo Mercer, permanecendo na função por oito anos. Do seu casamento teve os filhos: Roseline de Jesus, Luiz Evaldo e Mario Leonibal. Em 1967, Leopoldina se aposentou, porém como católica praticante passou a dedicar-se a costurar e ao apostolado da Oração na comunidade. Faleceu em 4 de agosto de 1992, em Telêmaco Borba, onde foi velada e sepultada.


Texto: Assessoria de Comunicação
Pesquisa: Nery Aparecido de Assunção
Fonte: Livro Teu Nome é História – Nylzamira Cunha Bejes
Acervo: Museu Histórico

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