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Prefeitura Municipal de Tibagi

Banda Municipal se apresentava em todas as festas da padroeira da cidade

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Banda Municipal se apresentava em todas as festas da padroeira da cidade



No próximo domingo (28) acontece a tradicional festa a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro em Tibagi, copadroeira da Paróquia Nossa Senhora dos Remédios. A festa é realizada desde a década de 30 e contará com programação especial iniciando às 10 horas com a celebração da missa, seguida de almoço, serviços de barraquinhas e sorteio de prêmios com destaque ao cartelão que premiará com um carro zero quilômetro, R$ 1 mil, R$ 500 e uma bicicleta.





Outro destaque do domingo festivo será a volta da apresentação da Banda Municipal de Tibagi que no ano de 1900 fez a sua primeira apresentação na festa da padroeira sob a regência do maestro José da Cruz Machado. A tradição foi mantida por muitas décadas e recentemente, em 2006, foi feita a última exibição sob a batuta do maestro Cleverson Assunção.





A atual formação da banda que conta com novos músicos formados através da Banda Escola José da Cruz Machado repetirá a tradição apresentando a música ‘Nossa Senhora’ de Roberto Carlos, além de outras canções populares. Atualmente conta com 30 integrantes, todos do próprio município com músicos com idades a partir dos 10 anos e a colaboração de remanescentes de outras formações.





No livro ‘Banda Municipal de Tibagi – um século de história’, o escritor Nery Aparecido Assunção relata que a banda da cidade sempre participou ativamente deste evento religioso. “Desde a primeira apresentação em 1900 a banda esteve presente nas festividades da Igreja. Era comum nas festa os leilões de prêmios e a banda se apresentava nos intervalos”, pontua.





As alvoradas festivas com fogos de artifício logo no madrugada também tinha a participação da Banda que tocava um dobrado ao final. “Logo após um festeiro oferecia o café na pensão do senhor Nicanor, no ano de 1931”, acrescenta. “Durante a novena, que antecede a festa, a banda acompanhava junto ao estandarte sob a regência do maestro José da Cruz Machado Junior”, recorda.




Também no livro, Nery detalha que na festa de 1989 a banda esteve formada com a união de músicos de Tibagi, Castro e Piraí do Sul acompanhada do maestro Onaires Aquiles, o ‘Mineiro’. Mais tarde, sob a regência de Renato Taques o repertório incluía músicas sacras e dobrados. Nery também recorda que foi com o maestro Domingos Alceu Quadros que a banda fez a primeira apresentação da música Nossa Senhora que será repetida neste domingo.





A festa

Os preparativos iniciaram em 19 de junho com envolvimento da comunidade nas novenas e toda essa programação é para homenagear a santa que tem uma infinidade de devotos fieis em Tibagi. “É uma tradição. A copadroeira é muito venerada aqui. Tanto que na quarta-feira à tarde, as duas missas em louvor à Nossa Senhora do Perpétuo Socorro ficam lotadas”, indica o também diretor do Museu Histórico, Nery Assunção.





O historiador explica que a cidade tem como padroeira a Senhora dos Remédios, mas sempre acompanhada da madrinha do Perpétuo Socorro. “A Senhora da Paixão do Perpétuo Socorro é venerada desde o início do século passado em Tibagi”, realça.




Redentoristas

Nery conta que o principal motivo para a admiração à copadroeira foi o ingresso dos Padres Redentoristas em 1934. “Eles criaram o seminário onde hoje é o Palácio do Diamante, sede da Prefeitura, se instalaram na Igreja Matriz e ainda fundaram o Colégio Nossa Senhora do Perpétuo Socorro na cidade, sob direção das irmãs [freiras]”, diz. Foi do papa Pio IV que os Padres Redentoristas, italianos, receberam a missão de propagar a fé à santa. “Eles percorreram o mundo todo e até hoje onde estão cumprem esta missão”, completa.





Com a chegada dos Redentoristas à Paróquia Nossa Senhora dos Remédios, tiveram início as novenas, todas as quartas-feiras, e no dia 27 de junho as procissões com o andor da copadroeira pelas ruas da cidade, hábito preservado nos dias atuais.





Nery relata que os padres criaram em Tibagi a Associação de Arquiconfraria de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro ainda na década de 30 para difundir a fé. “Nesse período é realizada a primeira festa em louvor a ela, no dia 27 de junho”, completa.



Museu e Igreja

No Museu, o acervo reserva peças que lembram a devoção à Nossa Senhora do Perpétuo Socorro na Sala Sacra. Além de indumentárias usadas pelos Padres Redentoristas e imagens sacras, registros das festas e novenas ao longo dos últimos 70 anos estão em fotografias. Na Igreja também há um lugarzinho especial para ela. “Na entrada há um quadro bastante antigo com a imagem da santa que foi usado por muito tempo nas procissões. Hoje ele está iluminado e é venerado pelos fieis”, finaliza.



História da santa

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro tem sua origem numa ilha grega, Creta. Dizem que um comerciante rico viajava nesta ilha e surrupiou um quadro que viu numa igreja para levá-lo a Roma. No retorno, o navio estava naufragando e todos rezaram para a santa do quadro. O navio não afundou e todos se salvaram. Depois de muito tempo, este homem morreu e uma mulher passou a cuidar da imagem. Quando sua filha adoeceu, ela rezou para a santa do quadro e obteve a cura. Foi assim que Nossa Senhora do Perpétuo Socorro ganhou os corações dos fieis.





Outros relatos dão conta de que depois da morte do comerciante, a Virgem apareceu à menina, filha da mulher que guardava o quadro em casa, e pediu que a imagem fosse levada à Igreja de São Mateus e que lá fosse invocada como mãe do Perpétuo Socorro.

A imagem ficou nas mãos dos Padres Agostianos e depois dos Redentoristas que, a partir de 1866, o levaram à igreja de Santo Afonso. O papa Pio IV recomendou então que os Redentoristas fizessem “com que o mundo conhecesse o Perpétuo Socorro”. No Brasil, a devoção chegou em 1893 e em Tibagi em 1934.


Imagem

O quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro carrega muitas curiosidades – ícone de estilo bizantino. Andreas Ritzos, pintor grego do século XV, realizou as mais belas pinturas neste tema e por esta razão muitos atribuem a ele este tipo iconográfico. Na imagem, Maria em posição frontal, num braço porta Jesus que abençoa e, com o outro, aponta para quem olha para o quadro, aludindo no gesto à frase “é ele o caminho”.

Os arcanjos Gabriel e Miguel, na parte superior, de um lado e do outro de Maria, apresentam os instrumentos da paixão. Um dos arcanjos segura a cruz e o outro a lança e a cana com uma esponja na ponta ensopada de vinagre. Algumas interpretações indicam que ao ver estes instrumentos, o menino se assusta e agarra-se à mãe, enquanto uma sandália cai do seu pé.

Sobre as figuras no retrato, estão letras gregas: IC XC são a abreviatura do nome Jesus Cristo e MP ØY são a abreviatura de Mãe de Deus. As letras que estão abaixo dos arcanjos correspondem à abreviatura de seus nomes.



Texto: Assessoria de Comunicação com Emanoelle Wisnievski
Pesquisa: Nery Aparecido de Assunção / Wikipedia
Imagens: Arquivo Museu Histórico / Christian Camargo

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