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Prefeitura Municipal de Tibagi

105 anos de história marcam o Carnaval de Tibagi

 105 anos de história marcam o Carnaval de Tibagi
ACONTECEU!
105 anos de história marcam o Carnaval de Tibagi



Em várias fases históricas, o Carnaval centenário de Tibagi é permeado de muitas curiosidades. No início, em 1910, um carro puxado a cavalo, enfeitado ainda sem muitas cores, percorria as ruas no entorno da praça da Matriz na primeira manifestação momesca. Na década de 1930, a carroça foi substituída pelos carros pés-de-bode e os baianos migrados da Bahia davam novo impulso ao evento anual.





Mais tarde, na década de 1950 iniciam os carnavais de clubes, com as marchinhas e o início das cores na festa. Foi nos anos 70 que brancos e negros encontraram na terça-feira de Carnaval a oportunidade de integração que quebrou com a distinção de públicos nos clubes e na década de 80 que o Carnaval voltou às ruas através dos desfiles. Hoje, a coluna Aconteceu! conta mais um pouquinho dessa trajetória, com detalhes interessantes como a presença de um personagem inspirado no Boi-Bumbá.




Os acontecimentos estão todos registrados no Museu Histórico Desembargador Edmundo Mercer Júnior, através de fotos e também em gravações no acervo da Assessoria de Comunicação da Prefeitura. Conforme Nery Aparecido Assunção, coordenador do Museu, na década de 1970, um tibagiano conhecido como 'Zebinho' idealizou o famoso 'boi' para o desfile. A cada chifrada, um cidadão da plateia tinha de fazer uma doação para a caixinha dos homens que carregavam a indumentária do personagem.




Foi nessa época que surgiram a ala das Baianas, o bloco dos Mascarados vestidos de dominós. “O famoso 'tesourão' usado pelos mascarados e pelo Sr. Ivá Navarro (detalhe) no Clube Estrela amedrontava a gurizada”, conta Nery.




Nasce nesse período também a Marchinha para o Carnaval de Tibagi. Mais conhecida que o próprio hino da cidade, a música teria sido composta por Pedro Coelho (foto), letra e melodia. “Ele inclusive cantou a música pela primeira vez na casa da Senhora Maria José Dias de Siqueira, a 'Nhá Zé'”, comenta o coordenador do Museu. “Tibagi! Tibagi! Tibagi! Levanta seu véu. Tibagi! Tibagi! Tibagi! No mundo é um pedaço do céu. Jogue a chave fora que eu quero passar. Aí vem Tibagi, para o Carnaval animar”, diz a composição, repetida todos os anos pelos tibagianos até hoje.




Nery conta ainda que naquela década surgiu o conjunto musical 'Os Diamantes', fundado por Antônio Ribeiro Assunção, conhecido por 'Tiquinho', e grupo de amigos músicos que animaram as noites carnavalescas e as matinês nos clubes de Tibagi e região.




Na década de 1980 é organizada por Orlindo Arpelau a primeira Escola de Samba, com percussão e alguns instrumentos de sopro. O Carnaval de rua era coordenado por Rosemary Taques quando foi escolhido o primeiro Rei Momo.




Alternavam o reinado, Durlindo Pinto 'Quiro' e Neison Barreto de Lima (foto). Grupo de jovens associados ao Clube Tibagiano organizou o bloco 'Aderimos e Assumimos' – homens vestidos de mulheres.




Foi quando o tibagiano Cláudio Ribeiro veio de Mafra (SC) com um grupo de pessoas que deu novo ânimo às noites tibagianas. “Até hoje é costume a visita dos amigos de Mafra a Tibagi durante o Carnaval. É o Grupo 'Sambando'”, indica Nery. A década de 80 também viu o tibagiano Cláudio e suas irmãs organizarem as primeiras barraquinhas de alimentação entre o Clube Tibagiano e o Clube Estrela.



No ano 2000, o Carnaval de Tibagi passou a ser organizado na praça Edmundo Mercer. A novidade era a tenda confeccionada em lona e o fortalecimento do desfile das escolas de samba e carros alegóricos.

A partir de então, a festa ganhou em profissionalismo através da organização pela Prefeitura e cresceu de forma surpreendente. Cerca de 60 mil turistas passaram por Tibagi em 2014 nos cinco dias de folia e as atrações não param de aumentar.


Curiosidade:

Sua Majestade: Momo, o Deus grego do sonho e da noite acabou virando Rei do Carnaval no Brasil após o fim da Monarquia Por isso é que se fala em reinado de momo para designar o Carnaval. O primeiro Rei Momo foi instituído pelo jornal carioca A Noite, em 1933, e o escolhido foi (magérrimo) compositor Sílvio Caldas.


Texto: Nery Assunção e Emanoelle Wisnievski
Pesquisa: Nery Assunção
Fonte: Revista dos Curiosos
Imagens: Arquivo

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